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sábado, 6 de agosto de 2016

Sobre topos de bolo e o machismo cotidiano

Há um mês (mais ou menos), eu e a Ju estávamos na 25 de março procurando algumas coisas variadas para festa de casamento e uma das coisas que mais me chocou foram os topos de bolo - sabe aqueles noivinhos feitos de biscuit?

Claro que havia uma grande variedade de tipos e poses, mas a maioria deles era uma variação de algo como esse:

Fonte

Ou esse:

Fonte

Ou esse:

Fonte

Entende o que eu estou querendo dizer?

Essa cultura de que a mulher precisa arrastar o homem até o altar, em uma antítese à (também horrível) imagem de um homem das cavernas puxando uma mulher pelos cabelos até uma caverna, é, além de bizarra, degradante.

E não digo aqui só para a noiva, mas para a instituição "casamento".

Eu não acho que exista nada exatamente sagrado em um casamento. Ele é um contrato, um acordo entre duas partes, destinado a um fim comum - em uma época não muito antiga, ele era um contrato entre famílias.

Como todo contrato, ele precisa ser celebrado de livre vontade, sob pena de já nascer viciado.

Agora me conta: como raios alguém gostaria de entrar em um contrato, que dirá um casamento, com um parte que está lá contra a sua vontade? Qual é a chance disso dar certo?

Um conselho (de alguém que, por sinal, não planeja em casar): só case com alguém que esteja tão empolgado quanto você com essa possibilidade.

Depois disso, só tenho mais uma coisa a dizer:


"Por que eu sou mulher, esperam que eu almeje o casamento. Esperam que eu faça as escolhas da minha vida sempre pensando que o casamento é o mais importante. Que o casamento é fonte de alegria, amor e suporte mútuo. Mas por que ensinamos as meninas a sonharem com casamento e não ensinamos o mesmo aos garotos?" [Trecho do discurso de Chimamanda na música Flawless de Beyoncé: (Fonte: Empodere Duas Mulheres)]

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Estética

A gente não percebe muito claramente no decorrer dos dias quando uma coisa que era considerada bonita passou a ser considerada feia. E depois a gente diz 'eu nunca usaria isso' e lá vem um amigo de infância lhe taggear no facebook usando exatamente aquilo que você nem lembrava que já teve no armário.
Dizem por aí que a estética é um pêndulo, tanto pra moda quando pra literatura e arte em geral... Eu concordo totalmente. Agora, com tanta referência, tanta influência sendo gerada e disseminada em minutos, pode-se dizer que o pêndulo diminuiu e 'one day you're in, the next day you're out' literalmente.
Pra quem está na casa dos 20 anos e começando a perceber os ciclos mais evidentes na vida, é curioso observar o quanto o conceito de belo mudou em, sei lá, uma década.
Eu estava vendo clipes antigos da Beyoncé e, nossa, isso ficou tão claro que tive que vir aqui postar.
Primeiro a música de Say My Name, ainda das Destiny's Child, de 2000. 




E agora, pra comparar, o clipe de Love On Top, lançado pela Bey esse semestre.





Será que em 2020 as menininhas se inspirarão num visual say-my-name revisitado? 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Honey B is back

01 Girls Who Run The World by Kozslow

Vazou a música nova do quarto álbum da nossa neodiva favorita, Beyoncé!
Não sei vocês, mas eu estava com saudade! Vem, Bey!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Deréon by Beyoncé para C&A

Hoje chegou as lojas da C&A a segunda coleção assinada pela Beyoncé, especial para o Natal.


Ontem a noite estreou comercial, já viram?


Não sei, eu gosto da Bey e a proposta é fazer roupas que vistam bem corpos mais curvilineos, mas olhei várias coisas da primeira linha e não encontrei nada que ficasse bom. Inclusive na liquidação havia muitas araras com roupas dela, acho que ficaram meio encalhadas mesmo, passando a impressão de que não vestiram ninguém. Mas por outro lado, se não houvessem cumprido as expectativas, creio que não seria lançada mais uma parceria.





Dá pra ver os produtos e preços no site da C&A. Esse vestido vermelho que ela usa, também disponivel em preto, por exemplo, está por R$59,90.





Achei simpatiquinha essa camiseta com estampa da Audrey Hepburn, também tem verde. O valor é R$39,90.







Sejamos otimistas e torçamos pra terem coisas legais e baratas pra nós lá.
Já a House of Deréon, marca de Tina Knowles, mãe de Beyoncé, é famosa por roupas e publicidade de gosto duvidoso, hehe...

Vi aqui.